As Nações Unidas lançaram nesta quarta-feira um apelo humanitário de quase US$ 29 bilhões (26 bilhões de euros) para ajudar um número sem precedentes de pessoas afetadas pelas mudanças climáticas e pela multiplicação de conflitos de longa duração.

Em um relatório intitulado "Global Humanitarian Overview" (Visão Global Humanitária, em tradução livre) indica que no próximo ano cerca de 168 milhões de pessoas precisarão de assistência de emergência em todo o mundo.

Este número marca "um recorde na era moderna", desde a Segunda Guerra Mundial, afirmou o subsecretário geral da ONU para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock.

Ele também explicou que as necessidades aumentaram em parte porque "os conflitos se tornam cada vez mais prolongados e intensos".

Lowcock acrescentou que as mudanças climáticas, com suas inundações e secas, também pesam no âmbito humanitário. "A verdade grosseira é que 2020 será difícil para milhões de pessoas", reconheceu.

Das 168 milhões de pessoas que precisarão de assistência no próximo ano, o chamado para arrecadar US$ 28,8 bilhões se concentrará nos 109 milhões mais necessitados.

Iêmen e Síria continuam sendo os países que mais necessitam de assistência e para os quais a ONU planeja alocar mais de 3 bilhões de dólares.

Mas a Venezuela é o país onde as necessidades humanitárias aumentaram mais. No final de 2018, o apelo das Nações Unidas para 2019 estimou as necessidades da Venezuela e dos países vizinhos, que hospedam refugiados venezuelanos, em cerca de 740 milhões de dólares. O agravamento da crise econômica e social forçou a ONU a quase dobrar o valor até 2020, para 1,3 bilhão de dólares.

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