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ONU nomeia representante especial para crise migratória venezuelana

O então secretário-geral da OEA, José Miguel Insuza (E), fala com o vice-presidente da Guatemala Eduardo Stein, na Cidade da Guatemala, em 18 de setembro de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. setembro 2018 - 21:19
(AFP)

O ex-vice-presidente da Guatemala Eduardo Stein foi nomeado nesta quarta-feira (19) representante especial da ONU para os refugiados e migrantes da Venezuela, depois que a Colômbia pediu ajuda para enfrentar o fluxo de venezuelanos que fogem da crise no seu país.

Eduardo Stein "trabalhará para promover o diálogo e o consenso necessários para a resposta humanitária, incluindo o acesso ao território, proteção dos refugiados, estatuto regular e a identificação de soluções para refugiados e migrantes venezuelanos", assinalaram em um comunicado conjunto a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O ex-vice-presidente guatemalteco, que ocupou o cargo entre 2004 e 2008, "promoverá um enfoque regional coerente e harmonizado diante da situação da Venezuela em coordenação com os governos nacionais, as organizações internacionais e outros atores relevantes", explica o texto.

A nomeação chega dois dias depois de o chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, pedir em Genebra a criação de "um fundo humanitário de emergência para fortalecer a capacidade orçamentária a fim de fazer frente" à crise política e econômica na Venezuela.

O titular das Relações Exteriores colombiano também assinalou "a necessidade da designação de um funcionário de alto escalão dentro do âmbito da ONU, cuja tarefa seja coordenar a ação multilateral".

"Quanto mais cedo melhor, porque a crise aumenta de maneira dramática a cada dia", disse Trujillo na segunda-feira à imprensa, após se reunir com a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

A Colômbia, que compartilha 2.200 quilômetros da fronteira com a Venezuela, já havia advertido nas últimas semanas que não tinha capacidade para enfrentar sozinha a chegada de migrantes venezuelanos, que ultrapassou um milhão de pessoas nos últimos anos, dos quais 820.000 regularizaram a sua situação.

"Receio que esse número seja maior e estamos muito preocupados com a tendência que esses números estão apresentando, porque se continuarmos assim estaríamos falando de cerca de quatro milhões de venezuelanos no final deste ano fora de seu país", alertou Trujillo.

Segundo a ONU, dos 2,3 milhões de venezuelanos que vivem no exterior, mais de 1,6 milhão deixaram o país desde 2015, quando começaram a sentir as consequências da crise nacional.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, rejeitou ofertas de ajuda de diferentes países, incluindo a Colômbia, e nega que haja uma crise migratória.

No início de setembro, líderes de 11 países latino-americanos reunidos em Quito pediram a Maduro para aceitar a ajuda humanitária, a fim de "descomprimir" a crise que está por trás do êxodo dos venezuelanos, "dando atenção imediata na origem dos cidadãos afetados".

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, também anunciou há duas semanas a criação de um grupo de trabalho para avaliar o impacto da migração venezuelana e levantar fundos para cumprir as recomendações.

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