Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Maio) Manifestantes opositores enfrentam membros das milícias pró-governo em Bujumbura

(afp_tickers)

Investigadores da ONU pediram ao Tribunal Penal Internacional, nesta segunda-feira (4), que investigue "no prazo mais curto possível" crimes contra a humanidade cometidos por agentes do Estado em Burundi, país mergulhado em uma crise política desde 2015.

A comissão de investigação sobre o Burundi "tem motivos razoáveis para crer que várias dessas violações, cometidas em sua maioria por membros do serviço nacional de Inteligência, da Polícia e do Exército, assim como dos Imbonerakure (milícia pró-governo, segundo a ONU), constituem crimes contra a humanidade", diz em seu primeiro informe, que aponta "responsáveis do mais alto nível do Estado".

"Também houve violações de direitos humanos por parte de grupos armados da oposição, mas essas são difíceis de documentar", acrescenta o documento.

"Dada a falta de independência da Justiça burundinesa e da impunidade" que reina no país, a Comissão pede "ao TPI que abra, no prazo mais curto possível uma investigação sobre a situação no Burundi desde abril de 2015", acrescenta o texto.

Em seu informe, a Comissão indica ter "documentado violações com frequência de uma crueldade extrema, em particular, execuções extrajudiciais, prisões e detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, atos de tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos, ou degradantes, e violações sexuais".

As conclusões apresentadas pelos comissários são fruto de vários meses de investigação entre mais de 500 testemunhas. O Burundi não autorizou a entrada dos investigadores em seu território.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP