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A chanceler colombiana, María Ángela Holguín, em Caracas, no dia 4 de agosto de 2016

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A ONU solicitou à Colômbia que o ato protocolar de assinatura do acordo de paz com a guerrilha das FARC aconteça em Nova York, durante a Assembleia Geral da organização em setembro, disse nesta terça-feira a chanceler colombiana, María Ángela Holguín.

"Pediram-nos que o acordo seja assinado lá, porque consideram que é algo completamente extraordinário que está acontecendo com o mundo", afirmou a ministra durante a abertura do XXVIII Congresso Nacional de Exportadores, em Cali.

Holguín ressaltou "a felicidade do mundo inteiro" ante o acordo alcançado na semana passada com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) para colocar fim a 52 anos de um conflito que deixou centenas de milhares de vítimas.

"Não recebemos nada além de apoio", acrescentou.

A chanceler participou da delegação de paz do governo de Juan Manuel Santos que anunciou na última quarta-feira o acordo histórico alcançado com as FARC, a principal e mais antiga guerrilha da Colômbia, após quase quatro anos de negociações em Havana.

As partes combinaram que selarão a paz em uma data e lugar a serem determinados - que "poderiam" ser "na Assembleia Geral das Nações Unidas", que será aberta em 20 de setembro em Nova York, disse Holguín na segunda-feira.

"Não é uma decisão tomada, tampouco é algo fácil", afirmou, em referência à cerimônia na qual o presidente Santos e o líder máximo da guerrilha, Rodrigo Londoño - mais conhecido pelo seu nome de guerra, Timoleón Jiménez, ou Timochenko - assinarão o texto de 297 páginas do acordo final.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, esteve presente na cerimônia de assinatura do acordo bilateral e definitivo de cessar-fogo e cessar de hostilidades entre o governo colombiano e as Farc, que ocorreu em Havana em 23 de junho passado.

A Colômbia caminha para o fim de um conflito armado de mais de meio século que envolveu guerrilhas, paramilitares e a força pública, com um saldo de cerca de 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de refugiados.

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AFP