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(Arquivo) Foto tirada em 5 de fevereiro de 2016 mostra os soldados da Missão das Nações Unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), em Porto Príncipe

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A ONU lançou nesta quarta-feira um novo apelo aos países-membros para financiar seu fundo de ajuda às vítimas do cólera no Haiti, uma epidemia que foi quase controlada.

A organização esperava arrecadar 400 milhões de dólares em dois anos, mas apenas US$ 2,7 milhões foram recolhidos até agora, explicou a secretária-feral adjunta da ONU, Amina Mohammed.

Estes recursos foram utilizados para lançar três projetos comunitários ou de desenvolvimento no país, aos quais se destinaram 2,5 milhões de dólares. Restaram no fundo 183.000 dólares, disse perante a assembleia geral.

"Não foram recebidas novas contribuições" desde o fim de abril, acrescentou.

Apenas sete países fizeram aportes: Reino Unido, Coreia do Sul, França, Liechtenstein, Índia, Sri Lanka e Chile.

Canadá e Japão pagaram em separado sete milhões de dólares de ajuda ao Haiti.

"Sem recursos adicionais, o fortalecimento dos esforços para prevenir e controlar a epidemia não poderá continuar em 2017 e 2018", advertiu Mohammed, acrescentando que "isto provocaria mais sofrimento e seria um grave retrocesso para eliminar o cólera no Haiti".

Apesar da queda significativa de novos casos, que se reduziram ao seu menor nível desde 2014 (6.762 em 27 de maio contra 16.822 em maio de 2016), a epidemia pode continuar crescendo com a próxima chegada da estação chuvosa, acrescentou a diplomata.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lembrou a funcionária das Nações Unidas, anunciou a intenção de nomear "um emissário de alto nível" que seja encarregado da arrecadação de recursos e propõe tomar US$ 40 milhões não utilizados para os capacetes azuis no Haiti.

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