Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Steven Koutsis, enviado especial dos Estados Unidos ao Sudão pela ONU, desembarca de helicóptero em Darfur, no dia 19 de junho de 2017

(afp_tickers)

O Conselho de Segurança da ONU concordou nesta quinta-feira em fazer uma redução significativa nas forças de paz em Darfur como parte de uma campanha promovida pelos Estados Unidos para cortar o orçamento da organização.

O Conselho aprovou por unanimidade a resolução redigida pela Grã-Bretanha. O número de soldados e policiais que atua na missão conjunta da União Africana e das Nações Unidas, conhecida como Unamid, será reduzido em pelo menos 30%.

Criada em 2007, a Unamid tem cerca de 16.000 capacetes azuis encarregados de proteger os civis na guerra entre as forças governamentais do Sudão e os combatentes a favor de Cartum contra grupos rebeldes.

A ONU e a União Africana argumentam que o conflito de Darfur está diminuindo e que a missão - entre as mais dispendiosas, com um orçamento de mais 1 bilhão de dólares - precisa sofrer cortes.

Grupos de direitos humanos advertem que o conflito está longe do fim e que a retirada das forças de paz da ONU deixará muitas áreas de Darfur sem testemunhas internacionais.

A Assembleia Geral prevê votar nessa sexta-feira o novo orçamento de manutenção da paz de 7,3 bilhões de dólares, abaixo dos atuais 7,87 bilhões.

O Conselho votou favoravelmente por uma redução gradual da Unamid, que acontecerá em duas fases de seis meses. A diminuição poderá ser revisada caso o governo sudanês não garanta a proteção em áreas das quais as forças de paz se retirarão.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, informará ao Conselho depois de seis meses se "as condições sobre o terreno continuam aptas para as novas reduções".

O Conselho decidiu manter a missão de paz no Mali, a Minusma, que conta com 13.300 soldados e 1.900 policiais, por um período de um ano.

Neste mês a ONU concluirá sua missão na Costa de Marfim, e em outubro a do Haiti.

AFP