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Fortes ondas atingem o farol de Porthcawl, sul do País de Gales

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A tempestade pós-tropical resultante do furacão Ophelia causou, nesta segunda-feira (16), a morte de três pessoas na Irlanda, onde autoridades alertaram para o perigo de ventos de até 150 km/h na costa oeste do país.

"Quero deixar claro a todos que esta é uma crise nacional, um alerta vermelho que afeta todos os municípios, cidades e zonas", declarou o primeiro-ministro Leo Varadkar, temendo que "as pessoas possam acreditar que a tempestade é menos grave do que previsto".

A polícia confirmou à AFP a morte de uma mulher de cerca de 50 anos em um acidente de carro causado pela queda de uma árvore perto da aldeia de Aglish (sul). Lá, um senhor na faixa dos 70 também ficou ferido.

As autoridades também anunciaram a morte de um homem de 30 anos que não resistiu aos ferimentos provocados pela motosserra que ele usava para limpar uma árvore derrubada na cidade de Cahir (sul).

E ao norte de Dundalk, perto da fronteira com a Irlanda do Norte, um homem morreu ao ter seu carro atingido por uma árvore.

Diante dos "riscos mortais" causados ​​pelos ventos violentos, as autoridades fecharam todas as escolas, muitos serviços públicos, transportes e empresas, pedindo aos habitantes que permaneçam em casa.

Ao meio do dia, 210 mil casas e empresas estavam sem eletricidade, especialmente em Cork, Limerick, Tipperary e Galway, de acordo com a operadora de energia elétrica ESB Networks.

Nas redes sociais, imagens dos danos causados pela tempestade começaram a circular.

Neste contexto, as autoridades temem comportamentos de risco. O Executivo do condado de Galway, região atingida pela tempestade, lamentou que muitas pessoas estão ignorando os avisos e entrando no mar.

Os serviços de resgate reforçaram os pedidos para que se evite riscos, o que também poderia colocar em perigo a vida dos socorristas.

- Dublin atingida -

Em Dublin, as primeiras rajadas começaram a ser sentidas no início da tarde. Os transportes públicos foram suspensos e, no aeroporto, 135 voos foram cancelados.

Quase todos os serviços públicos e o comércio foram fechados, antecipando o aumento dos ventos.

A tempestade deve atravessar o país durante o dia em direção à Irlanda do Norte, com uma trajetória ligeiramente modificada. Segundo o Centro Nacional de Furacões de Miami, a costa atlântica (oeste da Irlanda) deve ser a mais afetada, particularmente os condados de Galway, Mayo, Sligo e Donegal.

No Reino Unido, os serviços meteorológicos colocaram a Irlanda do Norte em "alerta laranja" nesta segunda-feira, entre 14h e 21h GMT (12h e 19h, horário de Brasília), o penúltimo nível, que pode exigir que a população se proteja contra as consequências "potencialmente fatais" das condições climáticas adversas.

Outras partes do Reino Unido, incluindo País de Gales, Escócia e parte da Inglaterra, estão em "alerta amarelo". Este é o nível de alerta mais baixo.

No aeroporto de Manchester (norte da Inglaterra), 20 voos foram cancelados, enquanto no País de Gales 200 casas estavam sem eletricidade.

Ophelia alcançou a categoria 3 no sábado (14), subindo um degrau em uma escala que vai até 5, antes de passar ao largo do arquipélago português dos Açores.

Sete das nove ilhas do arquipélago foram colocadas em "alerta vermelho", mas o furacão não causou danos importantes.

O furacão foi posteriormente rebaixado para tempestade pós-tropical.

Sua passagem ocorre 30 anos após a "Grande Tempestade" de outubro de 1987, que matou 18 pessoas.

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AFP