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O presidenciável Mauricio Macri em Buenos Aires, no dia 9 de agosto de 2015

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s principais candidatos da oposição na Argentina pediram nesta quarta-feira à presidente Cristina Kirchner que garantisse a transparência das eleições presidenciais de 25 de outubro, para evitar irregularidades e incidentes como os registrados no domingo na província de Tucumán (norte).

"Pedimos transparência. Isto não pode voltar a acontecer na próxima eleição. Temos uma profunda preocupação. Esperamos que conheçam todas as irregularidades. Tem que haver um contexto de tranquilidade e paz", declarou em coletiva de imprensa o candidato conservador à presidência, Mauricio Macri.

Com cerca de 1,1 milhão de eleitores, as eleições para governador de Tucumán foram ganhas por Juan Manzur, candidato peronista apoiado por Kirchner, com 54% dos votos, contra 40% de uma aliança de toda a oposição unida em torno do social-democrata José Cano, que denunciou fraude e irregularidades.

Uma manifestação opositora de protestos que reclamava uma recontagem de voto a voto e urna por urna na noite de segunda-feira foi reprimida com violência pela polícia, com saldo de feridos e detidos. Um novo protesto na terça-feira terminou sem incidentes.

Junto com Macri, em coletiva de imprensa, estavam o deputado Sergio Massa, um candidato presidencial peronista enfrentando a presidente Cristina Kirchner, e a candidata presidencial pela Frente Progressista (socialistas e social-democratas), Margarida Stolbizer.

Também estava presente Cano, da União Cívica Radical (UCR, social-democrata). Macri é prefeito de Buenos Aires e está atrás nas pesquisas do candidato do oficialismo.

À frente das pesquisas para outubro está o governador peronista da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, com o apoio de Kirchner. Scioli condenou a repressão mas pediu à oposição que não denuncie fraude nas eleições que perde.

Os líderes opositores uniram-se para pedir um novo sistema eleitoral que permita maior transparência e disseram que pode ser conseguida com a instalação do voto eletrônico em todo o país.

AFP