Navigation

Oposição boliviana recorrerá a OEA e CIDH para frear candidatura de Morales

O candidato opositor nas próximas eleições presidenciaos da Bolívia, Carlos Mesa, durante uma coletiva de imprensa, wm 1º de fevereiro de 2019 em La Paz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. fevereiro 2019 - 19:37
(AFP)

A oposição boliviana buscará uma ação da Organização de Estados Americanos (OEA), Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e do Grupo de Lima para frear a candidatura do presidente Evo Morales a um quarto mandato, anunciou o candidato opositor Carlos Mesa nesta sexta-feira (1).

A estratégia dos opositores bolivianos implica solicitar em primeira instância à OEA a aplicação no país da Carta Democrática Interamericana, pois "está vulnerabilizando a Carta" com relação "à independência e coordenação de poderes", segundo Mesa.

Um segundo passo será a demanda à CIDH para a interpretação do Pacto de San José, que se refere ao direito dos cidadãos de serem eleitos para cargos públicos, um argumento que o governo boliviano usou no final de 2017 para pedir à Justiça a habilitação de Morales a se candidatar outra vez, apesar de um referendo ter negado a ele essa chance um ano antes.

"O que nós queremos é que haja uma interpretação oficial da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o que deve ser entendido pelo artigo 23 e a defesa dos direitos cidadãos de eleger e ser eleito", afirmou Mesa durante um encontro com a imprensa estrangeira em La Paz.

Para o ex-presidente e principal adversário de Morales, a posição da CIDH é fundamental, pois ele acredita que pode permitir ao Grupo de Lima agir no caso da Bolívia, devido à recandidatura "ilegal" do presidente boliviano, como fez na crise política venezuelana.

"Se não houver uma interpretação da Corte, isto vai complicar uma decisão do Grupo de Lima, por isso, para nós, são duas coisas complementares", afirmou o candidato à Presidência, referindo-se à interpretação do Pacto de San José e à aplicação da Carta Interamericana.

Ainda sem data para essas duas ações, Mesa assinalou que será feito um trabalho coordenado entre diferentes setores políticos e civis da oposição. As eleições bolivianas estão marcadas para 27 de outubro.

O candidato à Presidência insistiu que manterá o seu discurso de rechaço à candidatura de Morales, que qualificou de ilegal e inconstitucional.

Mesa aparece em primeiro nas pesquisas recentes do jornal Página Siete, com uma intenção de voto de 34%, à frente dos 29% de Morales, no poder desde 2006.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.