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O presidente da Nicarágua Daniel Ortega, à direita, no dia 7 de julho de 2017

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A oposição da Nicarágua denunciou, nesta quarta-feira, a falta de garantias eleitorais para o pleito municipal de novembro e criticou a ausência de uma missão de observação da OEA na organização do processo.

A três meses das eleições, "não existe nenhuma mudança que indique garantir o respeito ao voto cidadão", porque o partido governante Frente Sandinista (FSLN) "consolidou o controle absoluto sobre as estruturas eleitorais", indica um informe do opositor Frente Ampla pela Democracia (FAD).

O FAD é composto por membros da dissidência sandinista e liberal.

No comunicado, lido numa coletiva de imprensa, pelo dirigente Eliseo Núñez, os opositores consideram que "a fraude já está construída e é impensável uma votação limpa", e que todo está arranjado "para manipular qualquer resultado adverso".

As eleições municipais da Nicarágua estão marcadas para 5 de novembro em suas 153 cidades. Participam do pleito uma aliança de esquerda do FSLN e grupos de direita minoritários que a FAD define como "colaboradores" do oficialismo.

Segundo a FAD, a Frente Sandinista controla o Conselho Supremo Eleitoral e os centros estaduais e municipais organizados para as eleições.

Ainda se soma "a falta de uma ampla observação internacional" no processo eleitoral, diz o informe.

O governo de Daniel Ortega fechou, em fevereiro passado, um acordo com a OEA para iniciar um processo de fortalecimento institucional de três anos para melhorar o sistema eleitoral.

Aceitou também permitir que uma missão da OEA observasse o processo três meses antes da votação, mas isso não se concretizou.

Os acordos foram fechados por causa de questionamentos que rondavam as eleições de novembro passado, em que Ortega conquistou seu terceiro mandato seguido sem uma oposição forte e sem observação independente.

As críticas motivaram um grupo de legisladores norte-americanos a impulsionar um pacote de sanções econômicas contra a Nicarágua que pode ser aprovado neste ano.

AFP