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Oposição da Nicarágua quer eleições antecipadas

O representante da opositora Aliança Cívica pela Justiça e pela Democracia (ACJD), Juan Sebastián Chamorro (2º à esq.), lê um comunicado em Manágua, em 28 de março de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. março 2019 - 14:29
(AFP)

A oposição da Nicarágua advertiu, nesta quinta-feira (29), que continuará pedindo a antecipação das eleições de 2021 nas negociações mantidas com o governo Daniel Ortega para tentar resolver a crise no país.

"Reivindicamos eleições antecipadas, livres, justas, transparentes e observadas (..) não cederemos nesse ponto", anunciou o representante da opositora Aliança Cívica pela Justiça e pela Democracia (ACJD), Juan Sebastián Chamorro, ao ler um comunicado em entrevista coletiva.

"O dia de 3 de abril é uma data, na qual deve haver um acordo que contemple a antecipação das eleições e na qual esteja claro também o tema da libertação dos presos políticos", disse a delegada opositora Azahálea Solís.

A ACJD, que representa a oposição na mesa de diálogo, reagiu às declarações do chefe da delegação do governo, o chanceler Denis Moncada, que em uma entrevista na televisão reiterou que não negociarão a diminuição do mandato de Ortega.

"Dissemos claramente que a antecipação das eleições não é um tema que esteja na mesa de negociação (...) Definitivamente não", afirmou Moncada.

Iniciados com uma rejeição a uma reforma da Previdência Social, os protestos abriram caminho para os pedidos pela saída do presidente, por causa da repressão que deixou pelo menos 325 mortos, milhares de exilados e centenas de detidos.

Em 27 de fevereiro, o governo aceitou retomar as conversas com a Aliança em meio à grave crise política e econômica no país e às ameaças de sanções internacionais.

Na semana passada, as partes concordaram em discutir seis pontos da agenda. Entre eles, a libertação de manifestantes presos por participarem dos protestos e a democratização do país, o que inclui o tema das eleições.

Nesse sentido, o governo prometeu soltar todos os manifestantes detidos em um prazo máximo de 90 dias, mas o processo sofreu atrasos, à espera do anúncio do apoio formal do Comitê da Cruz Vermelha Internacional (CCVI).

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