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O presidente interino Jocelerme Privert, em Porto Príncipe, no dia 30 de maio de 2016

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Líderes da oposição do Haiti rejeitaram, nesta sexta-feira, uma extensão do mandato do presidente interino Jocelerme Privert, que termina na noite de segunda-feira, apesar de ainda não haver uma solução diante do vácuo de poder.

"Ele afundou o país em mais confusão, mais problemas: fez do Estado um bem privado como se quisesse afundar-nos em uma 'privertização'", declarou o ex-primeiro-ministro Evans Paul, que lidera o novo movimento opositor "Acordo Democrático", fazendo um jogo de palavras com o sobrenome do presidente interino.

O Haiti está afogado em uma profunda crise política desde o primeiro turno das eleições presidenciais realizadas em 25 de outubro. Os resultados foram muito questionados pela oposição que condenou um "golpe de Estado eleitoral" em benefício do presidente em final de mandato Michel Martelly.

Depois da saída de Martelly sem um sucessor, Jocelerme Privert foi eleito pelo Parlamento em 14 de fevereiro para um mandato limitado a 120 dias.

Sem eleições durante este intervalo, o Haiti volta a enfrentar um potencial vácuo de poder, enquanto que, segundo o novo calendário eleitoral, o nome do próximo presidente não será conhecido antes de 2017.

Na segunda-feira, o Conselho Eleitoral Provisório decidiu anular a votação de 25 de outubro, após a recomendação da comissão de avaliação eleitoral que concluiu que houve uma fraude em massa.

O país começou assim o longo processo de total reorganização da eleição presidencial: o primeiro turno será realizado em 9 de outubro e o segundo turno em 8 de janeiro de 2017.

Mas antes da realização no Parlamento, na segunda-feira, de uma sessão para discutir a eventual prolongação do mandato de Privert, a oposição convocou uma manifestação.

AFP