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O presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges, em Caracas, em 5 de agosto de 2017

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O presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges, exigiu que o governo de Nicolás Maduro diga "a verdade" sobre o suposto ataque terrorista neste domingo contra um forte militar.

"Queremos saber a verdade, que não venham com historinhas, com uma caça às bruxas, que não venham nos culpar", disse Borges, líder da maioria opositora no Legislativo, em um evento universitário.

O governo denunciou, neste domingo, que um grupo de civis e um tenente desertor, com uniformes militares, atacaram durante madrugada um forte militar em Valência, mas foram neutralizados.

O Ministério de Defensa informou que sete invasores foram capturados na incursão do tipo "paramilitar", que teria sido realizada por "integrantes da extrema-direita venezuelana em conexão com governos estrangeiros". Um deles morreu e outro está gravemente ferido, segundo o Exército.

Borges afirmou que isso precisa "levar a uma reflexão profunda do governo", e disse que "é muito claro: a Força Armada é um espelho de um país que não quer mudar".

Os militares expressaram sua "lealdade absoluta" a Maduro, apesar de a oposição continuamente pedir que eles tirem seu apoio e "se coloquem ao lado da Constituição".

Borges concordou, no evento, com Luisa Ortega, procuradora-geral destituída pela Assembleia Constituinte de Maduro, com quem rompeu há quatro meses.

"Estou consciente de que a instalação da assembleia para muitos é uma espécie de golpe", mas "cada passo da Constituinte é um passo ao precipício para esse governo", afirmou o deputado.

"A única coisa que resta é a força bruta, não é um governo forte, é um governo podre, caído, que só quer se agarrar ao poder. O que devemos fazer? Seguir nas ruas, será uma luta difícil, mas, ao fim, a dignidade do povo vai prevalecer", garantiu.

AFP