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O presidente do governo catalão, Carles Puigdemont

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O principal partido de oposição aos separatistas na Catalunha pediu nesta quinta-feira (26) a convocação de eleições na região ao presidente Carles Puigdemont, cuja coalizão apontou para uma declaração de secessão na sexta-feira diante da ameaça de intervenção de sua autonomia por parte de Madri.

"Ainda há tempo de voltar à legalidade e convocar eleições", declarou Inés Arrimadas, dirigente na Catalunha do partido Ciudadanos, em uma sessão no Parlamento regional para analisar a resposta à tomada de controle da região solicitada pelo governo espanhol.

O pedido de Arrimadas chegou depois de um dia de montanha russa política na Catalunha. Puigdemont colocou a convocação de eleições como moeda de troca para que o governo espanhol não aplicasse o Artigo 155 da Constituição, que suspende de fato a autonomia catalã.

Mas após várias transações sem resultados, descartou as eleições assinalando que o Executivo central não lhe havia dado garantias suficientes.

"Corresponde ao Parlamento proceder com o que a maioria parlamentar determinar em relação às consequências da aplicação contra a Catalunha do Artigo 155", afirmou o líder regional.

Na plenária, iniciada pouco depois do comparecimento, o porta-voz de sua coalizão, Juntos pelo Sim, apontou que esta resposta tomaria forma de declaração de independência.

"Amanhã (sexta-feira) iremos propor que a resposta a essa agressão (...) seja continuar o mandato do povo da Catalunha no referendo de 1º de outubro", disse Lluís Corominas.

Nessa votação inconstitucional, ocorrida com poucas garantias, 43% da população participou e 90% dos eleitores optaram pela secessão.

Os separatistas se sentem legitimados para declarar a independência com base nesses resultados, especialmente se o Executivo de Mariano Rajoy decidir intervir no autogoverno da região.

"Supõe uma agressão do governo da Espanha com a Catalunha sem precedentes (...). Não permitiremos", assegurou Corominas.

Sua coalizão, formada por partidos de esquerda e direita, junto com o partido de esquerda radical Candidatura de Unidade Popular, dispõe da maioria absoluta no Parlamento regional (72 sobre 135) desde setembro de 2015.

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AFP