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Oposição pede permissão para retomar protestos na Nicarágua e evitar repressão

Homem é detido pela tropa de choque nicaraguense durante protesto contra governo do presidente Daniel Ortega, em Manágua, em 14 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. novembro 2018 - 19:15
(AFP)

A oposição nicaraguense solicitou nesta quarta-feira (21) à polícia permissão para se manifestar no domingo contra o governo de Daniel Ortega, com o objetivo de evitar novas ações de repressão dos protestos que já deixaram mais de 320 mortos desde abril, informou uma fonte partidária.

"Tomamos a decisão de exercer nosso legítimo direito a nos mobilizarmos" no domingo na capital, anunciou a Unidade Nacional Azul e Branco, principal aliança opositora, em uma carta que entregou à Polícia em Manágua.

Na carta, os opositores pedem à polícia para "tomar todas as medidas a fim de garantir a vida e segurança física" dos manifestantes.

A aliança assegurou que com este pedido cumprem com uma disposição da polícia que, em outubro, proibiu os opositores de se mobilizarem sem autorização prévia.

"Se realmente existe um estado de direito", a polícia deve autorizar a marcha, afirmou a jornalistas o dirigente opositor Juan Chamorro.

No domingo, a oposição pretende retomar as suas mobilizações para exigir, desta vez, a libertação de centenas de manifestantes que estão presos por participarem dos protestos contra o governo.

Ao protestos planejam se somar organizações feministas em celebração do dia contra a violência de gênero.

Na terça-feira, o grupo de acompanhamento que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) instalou em junho no país expressou a sua preocupação "pelo impedimento de toda forma de manifestação ou protesto social" que o Estado da Nicarágua adotou.

"O protesto social e a liberdade de expressão não podem ser vistas como uma ameaça em sociedades democráticas", assinalou a CIDH em comunicado.

Segundo registros do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), 600 manifestantes estão detidos, dos quais 431 são processados por terrorismo ou outros crimes amparados por uma nova lei que criminaliza protestos.

As manifestações contra o governo começaram em 18 de abril contra uma reforma do seguro social, que foi derrogada, mas derivou em uma demanda maciça de saída do presidente pelos mortos deixados pela repressão.

Grupos humanitários contabilizaram mais de 320 mortos pela repressão de policiais e paramilitares, enquanto o governo reconhecer 199 vítimas que atribui a crimes cometidos pelos manifestantes "golpistas".

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