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Foto cedida pela assessoria de imprensa da Presidência turca em 19 de agosto de 2017 mostra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em Denizli

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"Oitenta milhões de pessoas têm sede de justiça",afirmou neste sábado o chefe do principal partido de oposição da Turquia, acusando o presidente Recep Tayyip Erdogan de dirigir o país como um tirano, durante a abertura do "Congresso pela Justiça".

Kemal Kiliçdaroglu, chefe do Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata), inaugurou neste domingo sse congresso onde, durante quatro dias, serão abordadas diferentes violações dos direitos aos governo turco.

Kiliçdaroglu assim aproveitar o sucesso inesperado da "Marcha pela Justiça" em que os manifestantes percorreram a pé os quase 450 km que separam Ancara de Istambul para protestar contra a prisão de um deputado de seu partido, condenado a 25 anos de prisão e crítico ao poder atual.

As rivalidades políticas se intensificam com a aproximação das eleições presidenciais e legislativas. Por isso, Erdogan também celebrará neste sábado um grande comício para comemorar a batalha em que as tropas seljúcidas derrotaram os bizantinos em 1071.

O fato do congresso opositor acontecer em Çanakkale tem um valor simbólico porque ali teve lugar a batalha de Galípoli, na qual o exército otomano venceu as forças aliadas durante a Primeira Guerra.

A batalhe é um símbolo da resistência que resultou na fundação da República turca moderna em 1923 por Mustafa Kemal Atatürk.

Kiliçdaroglu voltou a denunciar a instauração do estado de emergência dias depois do golpe fracassado de 15 de julho de 2016 e dos expurgos que se seguiram por ordem do poder turco.

Mais de 50.000 pessoas foram detidas desde que foi decretado o estado de emergência em 2016, e mais de 140.000 foram destituídas de seus postos, incluindo professores universitários, juízes e policiais.

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AFP