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O líder venezuelano da oposição Henrique Capriles dá entrevista coletiva, em Caracas, em 30 de julho de 2017

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A oposição venezuelana convocou mobilizações para segunda (31) e quarta-feiras (2) para protestar contra a instalação da Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

"Não reconhecemos este processo fraudulento. Para nós, é nulo, não existe", disse o líder Henrique Capriles, ao convocar a marcha para esta segunda contra o que chamou de "massacre" e "fraude" na votação e, na quarta-feira, uma mobilização em Caracas.

Capriles afirmou que, na segunda, haverá marchas em todo o país contra o "massacre" e a "fraude" deste domingo. Na quarta, acrescentou, haverá uma mobilização em Caracas, coincidindo com o dia de instalação da Assembleia Constituinte.

Segundo estimativas da MUD - afirmou o deputado e ex-líder parlamentar Henry Ramos Allup -, 2.483.000 pessoas foram votar, o que significa uma participação de 12,4% com uma abstenção de quase 88%.

"A ratificação de que este foi um dia tétrico foi o exíguo comparecimento dos venezuelanos, em um processo do qual apenas o governo participou. Que legitimidade pode ter um processo, em que houve uma abstenção de quase 88%?", questionou Ramos Allup, em entrevista coletiva.

Capriles pediu ao governo que desista da Constituinte.

"A última cartada foi dada por Nicolás Maduro. Ele colocou a corda no pescoço e, a partir de amanhã [segunda-feira], começa uma nova etapa de luta de não reconhecimento dessa fraude", alertou.

Dirigentes do governo e a cúpula militar garantiram que o dia foi um sucesso. O Conselho Nacional Eleitoral ainda não emitiu resultados.

Seguidores de Maduro se concentram agora à noite na praça Bolívar, cantando vitória.

AFP