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Eleitores buscam seus nomes em uma lista em seção eleitoral de Sucre, estado de Miranda, 15 de outubro de 2017

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A oposição venezuelana descartou nesta segunda-feira (16) assistir a qualquer reunião que busque um diálogo com o governo, enquanto não for feita uma auditoria nas eleições regionais de domingo, cujos resultados desconhece.

"Não assistiremos a nenhum processo de exploração, conversação ou negociação até que não se tenham aceito as auditorias e as mudanças que requerem a pulcritude inerente ao exercício dos direitos políticos dos venezuelanos", anunciou Angel Oropeza, em nome da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).

A MUD exigiu uma auditoria total do processo eleitoral "que não seja imposta pela entidade comicial" - à qual acusa de servir ao governo - e que contemple "verificação internacional confiável".

A situação, que tinha 20 governadores, comemorou a vitória em 17 dos 23 estados em disputa, pois as pesquisas davam à MUD a possibilidade de conquistar 18 estados. Além disso, atribuiu-se o último que restava para se definir, embora o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ainda não o tenha anunciado.

A coalizão opositora denunciou que "o regime assumiu o caminho da fraude, da violência, irregularidade, manipulação, oportunismo, extorsão e chantagem para distorcer e desconhecer a vontade dos venezuelanos".

"Convocamos o povo e o mundo a lutar por um novo sistema eleitoral e a convocação urgente de eleições livres e transparentes", acrescentou Oropeza.

A oposição também solicitou o "apoio de Parlamentos e governos do mundo" para - disse - condenar, pressionar e sancionar o governo de Maduro.

O governo e a MUD iniciaram em setembro na República Dominicana contatos para explorar um diálogo, mas a coalizão opositora os deixou congelados por considerar que não havia condições e à espera do desenvolvimento de eleições.

O CNE defende a transparência das eleições, enquanto o governo assegurou que quando a oposição perde alguma contenda eleitoral costuma cantar fraude.

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AFP