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Polícia e manifestantes se enfrentam durante protesto contra Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 3 de maio de 2017

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A coalizão opositora na Venezuela anunciou nesta sexta-feira que firmará um acordo com setores do chavismo críticos à convocação de uma Assembleia Constituinte por parte do presidente Nicolás Maduro.

"Vamos firmar na segunda-feira um grande acordo da sociedade contra a imposição do totalitarismo do regime e para trabalhar em unidade pela restituição da ordem constitucional", afirmou em entrevista coletiva da Mesa da Unidade Democrática (MUD) a dirigente María Corina Machado.

"Estamos convocando as universidades, estudantes, sindicatos, ONGs, empresários, organizações comunitárias e partidos políticos; inclusive setores chavistas que têm manifestado sua rejeição à Constituinte", disse a ex-parlamentar à AFP.

Segundo Machado, o acordo também "busca acabar com a ditadura e iniciar um processo de transição democrática".

Gonzalo Gómez, dirigente da Maré Socialista, uma das principais organizações do chavismo crítico a Maduro, disse à AFP que não foi contactado pela oposição para do ato na segunda-feira.

"Não tenho conhecimento deste documento. Estamos defendendo a Constituição da nossa própria perspectiva. Se formos contactados, vamos avaliar, entendemos a necessidade de se defender as liberdades democráticas".

A MUD afirmou que manterá seus protestos contra Maduro para evitar a eleição de uma Assembleia Constituinte, que considera uma "fraude" para perpetuar o chavismo no poder.

Maduro insiste em que sua iniciativa para reformar a Carta Magna trará paz ao país - em meio aos protestos que já deixaram 83 mortos - e possibilitará a recuperação econômica.

O dirigente Edinson Ferrer anunciou na coletiva da MUD que na segunda-feira também se formarão "comitês pelo resgate da democracia", encarregados de organizar as próximas manifestações.

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AFP