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Ativistas opositores protestam em Caracas, em 8 de junho de 2017

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Uma passeata até o Ministério Público para apoiar a procuradora-geral, Luisa Ortega, iniciará nesta quinta-feira o que a oposição venezuelana anuncia como a "fase decisiva" dos protestos contra o presidente Nicolás Maduro.

"Vamos enfrentar e impedir a fraude que se pretende promover" no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) com a denúncia contra a procuradora-geral, disse em entrevista coletiva o deputado Simón Calzadilla, em nome da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Calzadilla revelou que a oposição pedirá na sede do Ministério Público, no centro de Caracas, uma investigação sobre o ministro do Interior, general Néstor Reverol, por "crimes contra a humanidade" praticados por militares e policiais.

Os protestos já deixaram 74 mortos e quase 1.500 feridos em dois meses e meio.

As passeatas da oposição que tentam chegar ao centro de Caracas são geralmente impedidas pela polícia e a Guarda Nacional.

Ortega, uma chavista histórica convertida em adversária de Maduro e sua Assembleia Constituinte, enfrenta um possível julgamento após o plenário do TSJ admitir, na terça-feira, um recurso do deputado Pedro Carreño.

Ortega se disse "preparada", e denunciou que a Justiça está sendo usada para "perseguir a dissidência política".

Carreño alega que Ortega "mentiu" ao negar ter apoiado a designação de 33 juízes do TSJ em dezembro de 2015, quando o Parlamento ainda era controlado pelos chavistas.

Segundo o deputado Freddy Guevara, vice-presidente do Parlamento, nesta quinta-feira se abrirá a "fase decisiva" dos protestos, após a MUD exortar a população a ignorar o governo Maduro e seu projeto de Constituinte.

AFP