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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, apresentará neste domingo seu relatório anual de governo perante o mais alto tribunal de justiça e não ante o Parlamento, cuja maioria opositora o acusa pela crise econômica e social do país.

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A oposição venezuelana qualificou nesta terça-feira de "inaceitável" a proposta apresentada pelos facilitadores internacionais para reativar o diálogo com o governo de Nicolás Maduro, a qual não prevê eleições presidenciais este ano.

"Jamais firmaremos isto nestes termos. A Mesa da Unidade Democrática (MUD) está reunida para fazer propostas ao Vaticano e à Unasul (União das Nações Sul-Americanas)", declarou em entrevista coletiva Carlos Ocariz, um dos delegados opositores nas negociações.

O "Acordo de convivência democrática" sugere a realização de eleições para governadores (que deveriam ter ocorrido em dezembro passado) junto com a de prefeitos, este ano, e propõe "abordar" o cronograma eleitoral de 2018.

A eleição presidencial está prevista para dezembro de 2018, mas a MUD pretende antecipá-la.

A proposta também pede que os poderes Executivo e Legislativo se reconheçam mutuamente.

Stalin González, líder do bloco da MUD no Parlamento, declarou que a proposta tem "pontos que violam a Constituição", pois ignoram competências da Assembleia Nacional.

"Pedem que aceitemos as despesas e o orçamento do governo sem que sejam aprovados pelo Parlamento, como deve ser".

A proposta tenta reativar o diálogo iniciado em outubro - patrocinado pelo Vaticano e a Unasul - e congelado em dezembro, quando a MUD acusou o governo de não cumprir o acertado.

A oposição retomou na segunda-feira os protestos de rua para exigir uma saída eleitoral para a crise que atinge o país, exigindo eleições gerais ou a antecipação da eleição presidencial, o que Maduro descarta.

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AFP