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Opositor acusado de atentar contra Maduro vai para prisão domiciliar na Venezuela

(2017) O opositor Juan Requesens cumprimenta apoiadores durante protesto contra o governo Maduro em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. agosto 2020 - 00:05
(AFP)

O deputado venezuelano Juan Requesens irá para a prisão domiciliar, após passar dois anos detido em Caracas, acusado de participação em um atentado fracassado contra o presidente Nicolás Maduro, informaram nesta sexta-feira a sua defesa, parentes e outros líderes da oposição.

Requesens, que estava preso na sede do serviço de inteligência, Sebin, "teve a medida privativa de liberdade trocada por uma substitutiva", disse à AFP uma de suas advogadas, Charity Flores.

"MEU IRMÃO JUAN ESTÁ EM CASA", confirmou no Twitter a irmã do opositor e ex-líder estudantil Rafaela Requesens. O ex-candidato à presidência e opositor Henrique Capriles publicou no Instagram um vídeo ao vivo da chegada do parlamentar à sua residência, em que ele é visto abraçando e cumprimentando parentes, apoiadores e dirigentes como o próprio Capriles, militante do seu partido político, Primeiro Justiça.

Preso desde 7 de agosto de 2018, o parlamentar enfrenta duas acusações de "tentativa de homicídio" e outras cinco de "posse de arma de fogo, terrorismo, traição à pátria, associação criminosa e instigação pública", segundo sua defesa. Em várias ocasiões, seus advogados afirmaram que Requesens se declara inocente de crimes que poderiam resultar em uma sentença de 30 anos de prisão caso ele fosse considerado culpado.

Três dias antes da prisão de Requesens, dois drones carregados de explosivos foram detonados nos arredores do local onde Maduro presidia um desfile militar, no centro de Caracas. O presidente acusou, na ocasião, o ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos de ter planejado o suposto atentado contra ele, e afirmou que vários dos colaboradores estão em Estados Unidos, Colômbia e Peru.

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