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(Arquivo) O líder opositor Leopoldo López, em São Paulo, no dia 4 de outubro de 2011

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O opositor venezuelano Leopoldo López foi levado nesta quinta-feira da cadeia para o tribunal para escutar a ratificação de sua condenação a quase 14 anos de prisão, que prevê a apelação em última instância dentro de 15 dias.

"A partir deste momento, (...) quando Leopoldo é notificado, começam a correr os 15 dias úteis para que a equipe de advogados de Leopoldo (...) introduza o recurso" de cassação, declarou a jornalistas Antonieta Mendoza, mãe do dirigente, na porta do Palácio de Justiça, em Caracas.

Na sexta-feira passada, o advogado do líder opositor, Juan Carlos Gutiérrez, indicou que também acudirão à ONU para inteirá-la do caso - ainda que não tenha precisado os detalhes - depois de conhecer a decisão do tribunal de apelações de ratificar a sentença a 13 anos e nove meses de prisão.

Após a sessão de leitura da sentença, o opositor, de 45 anos, deve ficar recluso novamente na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, onde está preso desde fevereiro de 2014.

López foi declarado em setembro de 2015 culpado por incitar a violência durante os protestos ocorridos em 2014 que buscavam a renúncia do presidente Nicolás Maduro, que acabou na morte de 43 pessoas.

A defesa, que acusa a justiça de estar a serviço do governo, sustenta que houve "alteração maliciosa" do material probatório e "erros graves de procedimento" no julgamento de condenação, no qual pedia a anulação da sentença e a liberação do dirigente.

Os Estados Unidos, acusados pela Venezuela de ingerência, expressaram sua "profunda preocupação" com a decisão da justiça venezuelana de ratificar a sentença. O governo da Espanha e a Anistia Internacional também criticaram a sentença.

López é o mais radical e emblemático dos opositores venezuelanos presos - que a dissidência calcula ser em torno de cem -, entre eles o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

- Manifestação -

A oposição venezuelana se prepara para fazer uma manifestação em Caracas no dia 1o. de setembro para exigir da autoridade eleitoral a data do recolhimento dos quatro milhões de assinaturas necessárias para para convocar o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro, informou nesta quinta-feira o dirigente Jesús Torrealba, da plataforma opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Sob o lema #TomadeCaracas, a MUD convocou seus simpatizantes a ir até a capital exigir do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que convoque a coleta das assinaturas de 20% do padrão eleitoral.

Em 9 de agosto passado, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, anunciou que a coleta de assinaturas será no final de outubro, o que afasta a possibilidade de a consultar ser realizada em 2016, pois faltariam ainda etapas para a apuração das assinaturas e organização do referendo que se leva no máximo três meses.

A oposição exige que o referendo se realize antes de 10 de janeiro de 2017, pois haverá eleições se Maduro perder. Se for revogado depois dessa data, os dois anos restantes do mandato serão completados por seu vice.

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AFP