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Os ex-presidentes da Bolívia, Víctor Hugo Cardenas, Carlos Mesa Gisbert y Jorge Quiroga; Rubén Costas, Luis Revilla e Samuel Doria Medina, no dia 12 de abril de 2017 em La Paz

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Ex-presidentes e líderes opositores bolivianos assinaram nesta quarta-feira um inédito acordo para anunciar sua defesa coordenada da democracia e da justiça no país e solicitar ao presidente Evo Morales que acate o referendo que rechaçou sua aspiração a uma quarta reeleição.

Os ex-presidentes Carlos Mesa e Jorge Quiroga, o ex-vice-presidente indígena Víctor Hugo Cárdenas, o governador da rica região de Santa Cruz, Rubén Costas, o líder opositor Samuel Doria Medina e o prefeito de La Paz, Luis Revilla, assinaram a declaração em um ato público diante da imprensa local e estrangeira.

É a primeira vez, desde que Morales chegou ao poder em 2006, que os opositores se unem para emitir uma declaração com este peso político, depois de reiterados pedidos de setores cidadãos de formar um bloco de unidade que faça frente ao presidente.

Segundo os signatários, o governo esquerdista boliviano utilizou a justiça como "instrumento de perseguição" a opositores e rompeu "os limites da independência e da coordenação entre os poderes".

Quase todos os opositores enfrentam julgamentos de diferentes índoles.

Também exortaram o governo a "respeitar o voto do povo" expresso em um referendo em fevereiro de 2016 que rechaçou a tentativa de Morales de reformar a Constituição a fim de se candidatar a um quarto mandato consecutivo.

Apesar do resultado da consulta, o governante ainda busca um mecanismo para realizar um novo referendo para continuar no poder.

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