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Ativistas da oposição venezuelana participam de uma manifestação pacífica em Caracas pedindo ao presidente Nicolás Maduro a libertação de presos políticos e a marcação de eleições parlamentares

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Dezenas de pessoas marcharam neste sábado, em Caracas, para exigir a liberdade de vários opositores presos, entre eles o líder radical Leopoldo López, em greve de fome desde 24 de maio.

Convocados por Lilian Tintori, esposa de López, cerca de 500 pessoas participaram da manifestação, que percorreu três quilômetros e terminou com um comício na praça José Martí, no leste da capital.

"Se quiserem que Leopoldo suspenda a greve de fome, ponham a data das eleições" legislativas, disse Tintori em um discurso feito na praça.

A Venezuela deve realizar eleições parlamentares em 2015, mas o Congresso Nacional Eleitoral (CNE) ainda não marcou uma data.

O presidente Nicolás Maduro garantiu a realização do processo eleitoral e, de fato, em 28 de junho serão celebradas as primárias em que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder) elegerá seus candidatos.

López, líder do partido Vontade Popular, se declarou em greve de fome em 24 de maio para exigir a definição da data das eleições e que o pleito tenha observação internacional.

Os manifestantes também pediram a libertação de Daniel Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal (sudeste), Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, e de outras pessoas consideradas pela oposição como "presos políticos".

Tintori assegurou que seu marido - preso em uma penitenciária militar nos arredores de Caracas desde 19 de fevereiro de 2014 - perdeu 15 quilos e não pôde ser examinado por um médico de confiança.

"Por piedade, peço a @NicolasMaduro que tenha um gesto democrático para que possa parar esta greve de fome", tuitou a esposa de López.

Também participaram da passeata Patricia Gutiérrez e Mitzy Capriles, esposas de Ceballos e Ledezma, respectivamente, assim como partidários de Leopoldo López que estão em greve de fome pedindo sua libertação, alguns há três meses.

López e Ceballos são acusados de incitar a violência durante protestos da oposição que terminaram com 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014, enquanto Ledezma está em prisão domiciliar, acusado de conspirar contra Maduro.

Segundo país mais violento do mundo segundo a ONU, a Venezuela enfrenta uma complexa situação econômica, com uma inflação que beirou os 70 pontos em 2014 (último dado oficial) e a escassez de dois terços dos produtos básicos.

AFP