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Conflito entre manifestantes e as forças de segurança, em Caracas, no dia 10 de maio de 2017

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Os manifestantes estão se munindo de bombas de excremento, batizadas de "cocôtov", para jogar nessa quarta-feira contra as forças de segurança durante mais uma da série de marchas contra o presidente Nicolás Maduro que já deixou 36 mortos em 40 dias.

Um grupo de jovens já exibiam os frascos com excrementos levados em bolsas e mochilas antes de se unir aos cerca de 3.000 manifestantes que sairão da Praça Altamira, no leste de Caracas, redutos opositor, rumo à sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), no centro da capital.

A nova "arma" será usada junto a pedras e coquetéis molotov com que normalmente respondem às forças de segurança.

Os "coquetéis cocôtov" foram usados no final de semana passado em um protesto em Los Teques, na periferia de Caracas, e depois a modalidade viralizou nas redes sociais.

"Querem se aferrar ao poder e continuar roubando, por isso é preciso continuar nas ruas. As pessoas estão morrendo de fome. Não sou burguês, vivo em um bairro humilde de Caracas", declarou Daniel Ramos, fisioterapeuta de 38 anos, envolvido por uma bandeira venezuelana.

Contingentes policiais e militares já estão posicionados em locais estratégicos da cidade, enquanto que, no centro de, seguidores de Maduro se manifestam em defesa da Constituinte.

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