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OTAN vai se retirar do Afeganistão no 'momento adequado', diz Stoltenberg

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. fevereiro 2021 - 14:58
(AFP)

Os países da OTAN se retirarão do Afeganistão no "momento adequado", disse nesta segunda-feira (15) o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, que acrescentou que nenhum aliado quer permanecer nesse país "mais que o necessário".

"Nenhum membro da aliança deseja permanecer no Afeganistão mais que o necessário (...). Quando o momento for adequado, sairemos juntos", afirmou Stoltenberg, em uma coletiva de imprensa antes da reunião de ministros da Defesa da OTAN, prevista para esta semana.

Esta reunião será a primeira na OTAN desde a posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e por isso a aliança transatlântica deseja recompor as relações com Washington e esclarecer as dúvidas sobre seu papel no Afeganistão.

O governo americano anterior de Donald Trump formulou importantes anúncios sobre a retirada de tropas do Afeganistão, que pegaram de surpresa os aliados europeus.

Sendo assim, a delicada questão da permanência das tropas da OTAN no Afeganistão ocupará um espaço central da agenda na reunião dos ministros da Defesa, embora todas as partes já tenham adiantado que não esperam nenhuma decisão a respeito.

Nesta segunda-feira, Stoltenberg disse que não queria "adiantar as conclusões da reunião desta semana. Mas posso dizer que precisamos encontrar um equilíbrio para não permanecer mais que o necessário".

Ao mesmo tempo, destacou, "não queremos sair muito antecipadamente".

A aliança militar continuará "avaliando o número de tropas" para manter no Afeganistão.

"Reduzimos significativamente a nossa presença há não muitos anos. Tínhamos 130.000 tropas em operações de combate. Agora temos aproximadamente 10.000", disse o funcionário.

Para permitir a retirada de suas tropas do Afeganistão, Estados Unidos promoveu negociações com o movimento Talibã, embora o governo americano avalie que esse grupo afegão não está mantendo os compromissos assumidos sobre cortar laços com o grupo insurgente Al-Qaeda.

Para a reunião, os líderes europeus desejam também esclarecer com as novas autoridades em Washington a importância de manter consultas antes de anunciar decisões, para evitar situações como as que aconteceram com Trump.

"Os talibãs devem reduzir a violência, negociar de boa fé e manter seus compromissos de interromper a cooperação com grupos terroristas", destacou Stoltenberg nesta segunda-feira.

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