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(Arquivo) Uma criança é vacinada contra pólio, em Kano, Nigéria, no dia 28 de outubro de 2016

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Dois novos casos de pólio foram registrados na Nigéria pela primeira vez desde 2014, anunciou na quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), um sério revés para um país que acreditava ter erradicado a doença.

A OMS disse em um comunicado que se trata de duas crianças no nordeste do país, região duramente atingida pelo grupo extremista islâmico Boko Haram.

Em setembro de 2015, a OMS retirou a Nigéria da lista de países onde a poliomelite era considerada uma doença endêmica. O país mais populoso da África esperava ser declarado livre da pólio em 2017.

"A prioridade agora é imunizar rapidamente todas as crianças da zona afetada", declarou a diretora da OMS para a África, Matshidiso Moeti.

A poliomelite, provocada por um vírus que prolifera em condições sanitárias precárias, destrói o sistema nervoso, o que provoca paralisia e morte. É uma doença para a qual não há tratamento e que só pode ser evitada por meio de vacinação.

A situação humanitária no estado de Borno é péssima. Segundo a Unicef, 50.000 crianças correm risco de morrer de fome.

Na Nigéria, as campanhas de vacinação foram prejudicadas pela presença do Boko Haram no nordeste do país e por rumores de que a vacina deixaria os pacientes estéreis.

Alguns estados do norte muçulmano do país chegaram a deter a vacinação em 2003.

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AFP