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O presidente americano Donald Trump junto a primeira-dama Melania Trump em visita a Cidade Proibida em Pequim, no dia 8 de novembro de 2017

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Os países da região Ásia-Pacífico, que representam mais de 60% da riqueza mundial, se reúnem a partir desta quarta-feira (8) no Vietnã para defender o livre-comércio ante as tentativas protecionistas de Donald Trump, que participa pela primeira vez dessa cúpula.

Em sua primeira viagem à Ásia, Trump chegará na sexta-feira a Danang, cidade costeira do centro do Vietnã, para confrontar sua política do "America First" (Estados Unidos primeiro) ante seus sócios do Fórum Econômico Ásia-Pacífico (APEC).

"As posições protecionistas de Trump, relutantes aos acordos multilaterais de abertura econômica, vão condicionar a cúpula", alertou à AFP Mario Esteban, principal pesquisador de Ásia-Pacífico do Instituto Royal Elcano.

O fórum APEC, criado em 1989, inclui 21 países, incluindo pesos-pesados da economia mundial, como Estados Unidos, Japão e Rússia, e também três latino-americanos, México, Peru e Chile.

Em um discurso altamente antecipado nesta sexta-feira para um grupo seleto de empresários, Trump vai explicar sua visão de uma Ásia-Pacífico "livre e aberta", prevê David Dollar, analista da Brookings Institution.

"Eu acho que eles ainda estão tentando definir exatamente esse conceito. Mas parece claro que é uma tentativa contra a China", diz o especialista.

Desde a chegada de Trump ao poder, com sua retórica protecionista, o presidente chinês Xi Jinping está tentando preencher a lacuna deixada pelos Estados Unidos e se tornar o maior defensor do livre-comércio no mundo todo.

Já Trump quer ter certeza de que "os governos não subsidiam injustamente suas indústrias, discriminam as empresas estrangeiras ou limitam os investimentos estrangeiros", disse o general H.R. McMaster, seu assessor de segurança nacional.

Além de Trump, também estarão em Danang o presidente chinês, o russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

"Muitos dos aliados tradicionais dos Estados Unidos no APEC querem garantias de que permanecerão dedicados e comprometidos com a região", disse à AFP Alexander Capri, analista de comércio global da Universidade Nacional de Cingapura.

E não apenas no plano político. Apesar da agenda principalmente econômica, a reunião em Danang também será uma ocasião para discutir questões delicadas, como o programa nuclear da Coreia do Norte.

"Estamos fazendo muitos progressos", disse Trump em sua visita à Coreia do Sul antes da cúpula, embora também tenha chamado o regime de Kim Jong-Un de uma "ditadura cruel".

O presidente dos Estados Unidos deve se encontrar com Putin, em meio à tensão política em Washington pela investigação da suposta interferência russa na campanha eleitoral que levou Trump à Casa Branca.

- Salvar o TPP -

Na economia, todas os olhos estão voltados para a renegociação do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, na sigla em inglês).

O ambicioso tratado comercial, negociado durante anos, que não inclui a China, ficou abandonado quado Trump surpreendeu os colegas e anunciou, em janeiro, a saída dos Estados Unidos.

Mas os 11 países restantes, liderados pelo Japão e com o estímulo da Aliança do Pacífico (uma organização regional formada por Chile, Colômbia, México e Peru), querem salvá-lo a qualquer custo.

"Vamos trabalhar, junto com o Vietnã e nossos sócios na região, para executar a Associação Transpacífico (TPP11) o quanto antes. Estamos seguros de que isso trará maior integração comercial", escreveu o presidente mexicano Enrique Peña Nieto em seu blogue, antes de ir para Danang.

Contudo, nem tudo será trabalho. Um dos momentos mais esperados da cúpula é a tradicional foto dos líderes mundiais com um traje tradicional, neste caso vietnamita.

Ao longo dos anos, essa tradição, que alguns presidentes cumprem com relutância, gerou imagens insólitas de George Bush vestido com um tradicional poncho chileno, ou Michelle Bachelet com a veste tradicional dos fazendeiros australianos.

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AFP