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Países do Grupo de Lima rejeitam "intervenção militar" na Venezuela

(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. setembro 2018 - 23:35
(AFP)

Países do Grupo de Lima afastaram neste sábado qualquer "intervenção militar" ou "uso da força na Venezuela", após as declarações do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, que não descartou essa opção.

Onze dos 14 países que integram o grupo "expressaram sua preocupação e seu rechaço a qualquer curso de ação ou declaração que implique uma intervenção militar ou exercício da violência, a ameaça ou o uso da força na Venezuela", afirma o comunicado divulgado pelo Itamaraty.

A mensagem foi referendada por Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

O Grupo de Lima, criado em 2017 para colaborar na resolução da crise venezuelana, também é integrado por Canadá, Colômbia e Guiana.

Na sexta-feira, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que não se deve descartar "uma intervenção militar" na Venezuela para "derrotar" o governo de Maduro, ao qual responsabiliza por provocar uma crise humanitária e migratória.

Os onze países do Grupo de Lima reafirmaram seu "compromisso de contribuir para a restauração da democracia na Venezuela e para superar a grave crise política, econômica, social e humanitária que esse país atravessa, por meio de uma saída pacífica e negociada".

Os países pediram ao governo de Nicolás Maduro para "pôr fim às violações dos direitos humanos, libertar os presos políticos, respeitar a autonomia dos poderes do Estado e assumir a responsabilidade pela grave crise que a Venezuela vive hoje".

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