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(28 set) Venezuelanos fazem fila em frente a um supermercado para comprar produtos básicos

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Os chanceleres de Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, México e Peru manifestaram nesta quarta-feira sua preocupação com a situação na Venezuela, após o conselho eleitoral venezuelano determinar que o referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro ocorrerá apenas em 2017, impossibilitando a troca do governo.

Em um comunicado divulgado pela chancelaria do México, os seis chanceleres "expressam sua preocupação" com a decisão do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de adotar uma série de medidas "que têm o efeito de adiar a realização do referendo revogatório para 2017, afetando assim o sentido da consulta".

Os chanceleres reafirmaram seu "apoio e sua disposição de contribuir para a realização de um diálogo entre o governo e os distintos atores políticos e sociais venezuelanos, que permita, através do entendimento mútuo, promover a estabilidade política, a recuperação econômica e o pleno respeito aos direitos humanos".

A carta é firmada pelo chanceler José Serra e por seus colegas de Argentina, Susana Malcorra; Chile, Heraldo Muñoz; Paraguai, Eladio Loizaga; México, Claudia Ruiz Massieu; e Peru, Ricardo Luna.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou no dia 21 de setembro que a oposição poderá recolher as quatro milhões de assinaturas requeridas para chamar o referendo em 26, 27 e 28 de outubro.

Diante dos prazos, segundo o CNE, a consulta acontecerá entre fevereiro e março do ano que vem, o que garante ao chavismo permanecer no poder até a próxima eleição presidencial, prevista para 2018.

Além da crise política, a Venezuela enfrenta uma severa escassez de alimentos e remédios, além de uma inflação galopante calculada pelo FMI em 720% para este ano.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Venebarómetro divulgada nesta quarta-feira aponta que 67,8% dos venezuelanos votariam contra Maduro em um referendo revogatório.

A gestão de Maduro foi avaliada de maneira negativa por 76,4% dos entrevistados, e 50,5% a consideraram péssima.

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AFP