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Enquanto esperam o desfecho dos testes de estresse dessa semana, os bancos americanos enfrentam um dilema que seus colegas europeus adorariam ter que encarar: o que fazer com o excedente de capital?

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Enquanto esperam o desfecho dos testes de estresse dessa semana, os bancos americanos enfrentam um dilema que seus colegas europeus adorariam ter que encarar: o que fazer com o excedente de capital?

A resposta deve ficar mais clara na próxima segunda-feira, após o fechamento da bolsa, quando o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) vai avaliar os planos dos grandes bancos de pagarem seus dividendos e comprarem estoque, na última fase do teste de estresse.

A expectativa é que os grandes bancos americanos recebam sinal verde para seus planos, já que o Fed declarou, na última semana, que todos os 34 bancos examinados conseguiriam atravessar uma recessão.

Se os planos dos bancos forem aprovados, os pagamentos de dividendos devem ser generosos, especialmente nas grandes instituições financeiras, como Citigroup e Morgan Stanley, que dariam generosos retornos para todos os seus acionistas.

"Os bancos vão aumentar significativamente o pagamento de dividendos neste ano", previu Richard Bove, analista da Rafferty Capital.

Mas ele alertou para o lado negativo do intenso fluxo de dividendos e recompras: se as empresas estão devolvendo dinheiro aos acionistas, significa que elas não estão investindo em seus negócios. "Eles não sabem o que fazer com isso. Têm um excesso de fundos parados nos bancos e não fazem nada", afirmou.

O Fed divulgou o resultado da primeira parte do teste de estresse dos bancos na semana passada. A análise revelou que os bancos americanos têm 357 bilhões de dólares em capital excedente, disse a analista da Morgan Stanley, Betsy Grasek. Ela previu que os pagamentos de dividendos seriam os mais altos desde a crise financeira de 2008.

O pagamento de dividendos costuma ser celebrado por acionistas, mas analistas acreditam que isso é uma visão conservadora. "A mensagem parece ser 'Os bancos estão em forma, então nos dê o seu dinheiro' em vez de 'Agora que os bancos estão melhores, vamos estimular a economia'", apontou Gregori Volokhine, presidente da Meeschaert Financial Services.

AFP