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Pagar pequenas quantias de dinheiro para convencer os proprietários de terras a não cortarem suas árvores é uma estratégia altamente eficaz para reduzir as emissões de carbono que impulsionam as mudanças climáticas, disseram pesquisadores nesta quinta-feira

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Pagar pequenas quantias de dinheiro para convencer os proprietários de terras a não cortarem suas árvores é uma estratégia altamente eficaz para reduzir as emissões de carbono que impulsionam as mudanças climáticas, disseram pesquisadores nesta quinta-feira.

As árvores são importantes porque absorvem muito dióxido de carbono, que é um subproduto da queima dos combustíveis fósseis e é o principal motor do aquecimento global.

A análise de um sistema chamado "Pagamentos por Ecossistemas" em Uganda mostrou que seus benefícios para o meio ambiente foram 2,4 vezes maiores do que os custos do programa, disse o estudo, publicado na revista americana Science.

"Os pagamentos mudaram o comportamento das pessoas e as levaram a conservar", disse a autora principal do estudo, Seema Jayachandran, professora de Economia no Weinberg College of Arts and Sciences da Northwestern University.

O estudo, realizado durante dois anos no oeste de Uganda, analisou o impacto de oferecer aos proprietários de terras 70.000 xelins ugandeses (US$ 28 em 2012) por ano por cada hectare de floresta em que eles deixaram as árvores intactas.

Sessenta cidades foram escolhidas aleatoriamente para receber incentivos, e 61 não receberam nenhum dinheiro para salvar as árvores.

Dados de satélite foram analisados ​​para medir a cobertura de árvores, e monitores florestais realizaram verificações nas terras para buscar qualquer sinal de desmatamento recente.

"Nas cidades sem o programa, 9% da cobertura de árvores que estava nos locais no início do estudo desapareceu ao final, dois anos depois", disse Jayachandran.

"Nas cidades com o programa, houve de 4% a 5% de perda de árvores. Em outras palavras, ainda havia desmatamento, mas muito menos", acrescentou.

Após o estudo, as cidades que receberam os incentivos preservaram 13,5 hectares de floresta a mais do que as aldeias do grupo de comparação.

"Isso equivale a 3.000 toneladas métricas de dióxido de carbono não liberadas na atmosfera, com um custo total de apenas 46 centavos por tonelada não liberada ao longo dos dois anos do estudo", afirmou o artigo.

AFP