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Uma foto do policial Xavier Jugelé adorna o memorial em homenagem ao homem morto em ataque terrorista em 21 de abril na Champs Elysées, em Paris

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O pai de Karim Cheurfi, o homem que em 20 de abril matou um policial em Paris, será julgado em junho por apologia ao terrorismo, após ter insultado vários agentes quando estava bêbado, informou a Procuradoria neste domingo.

O homem terá que comparecer em 9 de junho ao tribunal correcional de Bobigny por ameaças de morte contra pessoas que ostentam autoridade e por apologia do terrorismo, acrescentou a fonte.

O pai de Cheurfi, que na noite de 20 de abril matou um policial na célebre avenida parisiense Champs Elysées, ficará sob controle judicial até o julgamento.

Segundo uma fonte próxima ao caso, na sexta-feira passada, o pai dirigiu-se à delegacia de Noisy-le-Grand, nos arredores de Paris, afirmando que quem matou o policial não foi seu filho, mas sim ele, embora posteriormente tenha negado estas afirmações.

Durante sua apresentação à Polícia, o homem explicou que tinha bebido e que decidiu apresentar queixa na delegacia depois que o prefeito de Chelles, povoado nos arredores de Paris, onde mora e onde também vivia seu filho, se negou a que o enterrassem no cemitério municipal.

Em 20 de abril, três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais francesas, Karim Cheurfi, de 39 anos, matou um policial de 37, Xavier Jugelé, com dois tiros na cabeça. Ele também feriu uma mulher alemã antes de ser executado.

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