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Pai e irmão de Macri são chamados a depor por escândalo de corrupção

Franco Macri, pai do presidente argentino Mauricio Macri, em 24 de abril de 2016 em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2018 - 18:46
(AFP)

Franco e Gianfranco Macri, pai e irmão do presidente argentino, Mauricio Macri, deverão prestar depoimento em um tribunal de Buenos Aires na próxima quinta-feira (13) - no âmbito do escândalo de pagamento de propinas conhecido como "cadernos da corrupção", informou a imprensa local.

Ambos foram convocados para responder pelo suposto pagamento de propinas para que seu grupo construtor Socma vencesse a licitação de dois trechos de rodovias durante o governo do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007).

"Os cadernos da corrupção" são um processo que teve início em meados deste ano como investigação de supostas propinas milionárias pagas por empresários em troca de contratos de obras públicas durante os governos de Cristina Kirchner (2007-2015) e de seu marido Néstor, já morto.

A convocação de Franco e Gianfranco Macri ocorre após declarações do ex-diretor do órgão de controle de obras viárias Claudio Uberti, que colabora com a Justiça.

Eduardo Eurnekian, poderoso empresario à frente da holding Corporación América - que administra terminais de aeroportos na Argentina e em outros países da América Latina -, também foi chamado a depor.

Os Macri e Eurnekian se somam a dezenas de empresários e ex-funcionários dos governos kirchneristas envolvidos no caso.

Um primo de Macri, Angelo Calcaterra, já foi envolvido neste caso por sua suposta participação no esquema de corrupção de sua empresa IECSA, que até 2007 pertencia ao grupo Socma.

Calcaterra declarou que deu dinheiro não registrado para a campanha presidencial do kirchnerismo em 2015 e ficou em liberdade por colaborar com a Justiça. Seu nome também aparece em outro processo aberto por irregularidades em uma obra ferroviária da qual a empreiteira brasileira Odebrecht participou.

Cristina Kirchner está denunciada no caso como "chefe de associação ilícita" pelo juiz Claudio Bonadio, que pediu seu impeachment como senadora para que cumpra prisão preventiva. O Senado não autorizou esta medida.

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