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Judeus rezam no muro ocidental na Cidade Antiga de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967 (à esq.) e em maio de 2017

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O Muro das Lamentações - um dos lugares mais sagrados do Judaísmo, em Jerusalém Oriental - deve permanecer sob "soberania judaica", declarou neste sábado (3) um veterano membro do Al-Fatah, o partido do presidente palestino, Mahmud Abbas.

"Entendemos que o muro (...) é sagrado para os judeus", disse Jibril Rajoub, militante do partido de Abbas, em entrevista ao Canal 2 da televisão israelense.

"Finalmente, deve estar sob soberania judaica. Não há qualquer dúvida quanto a isso", acrescentou.

O Muro das Lamentações é o último vestígio do muro do segundo Templo judeu destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era.

É o lugar mais sagrado dos judeus, onde podem orar, e fica na Cidade Antiga de Jerusalém Oriental, ocupada por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias, posteriormente anexada. Essa decisão não é reconhecida pela comunidade internacional.

Está abaixo do complexo da mesquita de Al-Aqsa, na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do Islã, chamado de Monte do Templo pelos judeus.

Sobre a Esplanada das Mesquitas, Rajoub foi claro: "é nossa".

O status legal e diplomático de Jerusalém é um dos pontos-chave do conflito entre israelenses e palestinos. No mês passado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Jerusalém sempre será a capital do Estado hebreu.

"O Monte do Templo e o Muro das Lamentações sempre permanecerão sob soberania israelense", afirmou.

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