Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O enviado palestino nas Nações Unidas, Riyad Mansour, é visto em 22 de julho de 2014, antes de reunião do Conselho de Segurança, em Nova York

(afp_tickers)

"A comunidade internacional falhou em sua obrigação de proteger os civis em tempos de guerra", afirmou nesta terça-feira o representante palestino na ONU, Ryad Mansur, referindo-se às vítimas da ofensiva israelense em Gaza.

Mansur exibiu fotos de crianças mortas e leu seus nomes, ao exigir a intervenção do Conselho de Segurança no conflito com Israel.

"Pelo bem do povo palestino perguntamos: o que faz a comunidade para impedir este banho de sangue, para impedir as atrocidades israelenses?", disse Riyad Mansur durante um debate sobre a crise em Gaza.

Usando uma faixa preta, o diplomata mostrou fotos de famílias atingidas e de corpos de crianças, antes de dizer os nomes e as idades das vítimas.

O representante palestino disse que os esforços de mediação em andamento não eximem o Conselho "de assumir sua responsabilidade de pôr fim ao massacre de homens, mulheres e crianças inocentes".

A Jordânia, membro não permanente do Conselho de Segurança, apresentou na tarde desta terça-feira um projeto de resolução à instituição, de acordo com diplomatas.

Segundo essas fontes diplomáticas, ainda não há uma data para o início das negociações com base no texto apresentado pelos jordanianos em nome do grupo árabe na ONU.

O texto, do qual a AFP obteve uma cópia, "pede um cessar-fogo imediato e totalmente respeitado" na Faixa de Gaza, a suspensão do bloqueio econômico israelense, a retirada do Exército israelense de Gaza e a reabertura duradoura dos postos de passagem com base no acordo de 2005.

- Proteção dos civis -

Enquanto um eventual cessar-fogo é discutido, o projeto propõe "medidas de proteção dos civis" e o fornecimento urgente de ajuda humanitária aos palestinos.

A iniciativa jordaniana "condena toda violência contra os civis e todo ato de terrorismo" e destaca "a profunda preocupação do Conselho diante das pesadas perdas" de vidas provocadas pela ofensiva israelense, "inclusive entre crianças".

O Conselho de Segurança abriu os debates enquanto Israel mantinha seus bombardeios e o Hamas continuava disparando foguetes. O número de mortes de três semanas de conflito passa de 600 do lado palestino. Do lado israelense, 27 militares e dois civis morreram.

O representante de Israel respondeu ao palestino, afirmando que seu país age em legítima defesa e acusou seus adversários de utilizar a morte de civis como o "combustível de uma máquina de propaganda".

"Não escolhemos esta guerra, foi nosso último recurso", disse David Roet, acrescentando que, ao contrário do Hamas, Israel aceitou as propostas de trégua.

"Um cessar-fogo não acontecerá seguindo as condições inaceitáveis que o Hamas exige", disse nesta terça-feira a ministra da Justiça israelense, Tzipi Livni, em Jerusalém.

O ministro da Defesa, Moshé Yaalon, afirmou que o Exército precisa de mais dois ou três dias para alcançar seus objetivos em Gaza.

Durante uma sessão de emergência no domingo passado, o Conselho de Segurança pediu uma trégua imediata e a proteção dos civis.

AFP