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O secretário de Estado Rex Tillerson e o presidente palestino Mahmud Abbas se reúnem em Washington no mês passado

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A direção da Autoridade Palestina concordou em suspender os pagamentos às famílias dos autores de atentados suicidas contra Israel, informou nesta terça-feira o secretário americano de Estado, Rex Tillerson.

As indenizações pagas às famílias dos "mártires" eram um dos obstáculos no moribundo processo de paz no Oriente Médio.

"Mudaram sua política, ao menos me informaram que mudaram esta política", disse Tillerson aos legisladores americanos.

O ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, expressou ceticismo.

"Não vejo nenhum sinal que prove que a Autoridade Palestina encerrou os pagamentos aos terroristas detidos e suas famílias", afirmou nesta quarta-feira à rádio pública israelense.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu reativar as conversações de paz e exortou Israel a limitar a construção de colônias nas terras palestinas, mas permanecem divergências.

Em audiência no Senado, Tillerson disse que Washington pressionou o líder palestino Mahmud Abbas sobre a questão do pagamento às famílias dos "mártires".

O tema "foi discutido diretamente" quando o presidente Abbas visitou Washington, recordou Tillerson, acrescentando que Trump analisou a questão na Casa Branca.

"Disse a eles: 'uma coisa é ajudar órfãos e crianças; outra é estabelecer um pagamento para estes atos (contra Israel) e isto tem que parar".

Caso a mudança seja confirmada, isto pode ser um problema político para Abbas, que se comprometeu publicamente com o processo de paz, mas evita ser visto como alguém que faz concessões.

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