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(Arquivo) Anúncio da Odebrecht no Rio de Janeiro

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Os envolvidos no escândalo de subornos da empreiteira Odebrecht no Panamá têm até o dia 1º de junho para colaborar com a Justiça em troca de benefícios legais, anunciou nesta terça-feira a procuradora-chefe panamenha, Kenia Porcell.

A funcionária disse em coletiva de imprensa que, a partir desta data, a Procuradoria brasileira facilitará o fornecimento de informações, até agora confidenciais, aos diferentes países envolvidos no esquema.

Além disso, procuradores panamenhos viajarão para Andorra, Estados Unidos e Suíça em busca de informação sobre os milionários subornos da Odebrecht no Panamá.

"Todos os que foram processados" no país "têm a chance de - se assim desejarem e ao conversarem com suas defesas - de aceitar os fatos que lhes imputam e fornecer informação essencial", manifestou Porcell.

Se assim o fizerem antes de 1º de junho, poderão ser favorecidos com um "benefício legal", acrescentou Porcell, em referência à delação premiada.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a Odebrecht pagou no Panamá, entre 2010 e 2014, mais de 59 milhões de dólares em subornos, mas Porcell acredita que essa cifra "possa ser muito mais" alta.

Até o momento, o Panamá realiza seis investigações pelos subornos pagos pela empreiteira. Uma delas se refere ao ano de 2006, quando a Odebrecht chegou ao Panamá durante o governo de Martín Torrijos (2004-2009).

Em outra, há 17 denunciados, entre eles dois filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014), Ricardo e Luis Enrique Martinelli, com ordem de prisão da Interpol sob acusações de terem recebido mais de 20 milhões de euros em subornos da Odebrecht.

O irmão do ex-governante, Mario Martinelli, e vários ex-funcionários, também testemunharam no caso.

O governo apresentou na segunda-feira uma querela criminal contra a empreiteira para recuperar os milhões de dólares pagos em suborno.

Porcell também manifestou que a Procuradoria panamenha continuará fornecendo informações a outros países sobre sociedades obscuras e contas bancárias no país "para continuar desarticulando os altos níveis de corrupção".

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AFP