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Imigrante desmaia enquanto aguarda para fazer seu registro, do lado de fora do estádio da ilha grega de Lesbos

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O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, disse nesta terça-feira que seu país está disposto a receber refugiados sírios, que nos últimos dias chegaram aos milhares à Europa, se assim o pedir as Nações Unidas.

"O Panamá é um país solidário, humano com um povo nobre, com grande coração. Se nos pedirem, com muita satisfação estaremos dispostos a abrir as portas", revelou Varela à jornalistas durante um ato público.

"O mundo tem que abrir as portas para esta tragédia que estão vivendo Síria e Iraque, resultado desta guerra que não tem nenhum sentido", completou o presidente panamenho sem entrar em detalhes sobre o número de migrantes que o Panamá tem capacidade de receber.

Desde que começou, a guerra na Síria forçou o deslocamento de mais de 3,8 milhões de pessoas para fora do país, de acordo com dados do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).

O enviado especial da ONU na Síria, Staffan de Mistura, assegura que milhares de novos refugiados sírios poderão querer viajar à Europa diante da guerra civil em seu país.

"Como poderíamos fechar as portas para aqueles que fogem da guerra e buscando melhores dias para suas famílias?" - completou Varela.

De acordo com o presidente, a chancelaria panamenha entrará em contato com as Nações Unidas para tratar deste assunto, acolher migrantes e "ajudar em tudo que podemos".

Mais de 380.000 migrantes e refugiados chegaram à Europa pelo Mediterrâneo desde janeiro de 2015 e 2.850 morreram na travessia ou foram considerados desaparecidos, informou nesta terça-feira a Acnur.

Nos últimos dias a Europa tem sido cenário de verdadeiras cenas de caos pela chegada massiva de imigrantes, principalmente da Síria, Afeganistão e Eritreia, que fogem da guerra e da miséria no Oriente Médio e na África.

Somente na Grécia 30.000 refugiados se encontram repartidos em várias ilhas do mar Egeu.

AFP