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(Arquivo) O ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, na Cidade da Guatemala, no dia 29 de janeiro de 2015

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O governo do Panamá espera "nas próximas semanas" enviar aos Estados Unidos a solicitação de extradição do ex-presidente Ricardo Martinelli, acusado de espionagem e corrupção, adiantou nesta quinta-feira a vice-presidente e chanceler panamenha, Isabel De Saint Malo.

"Nossos advogados continuam trabalhando e estamos na fase final da avaliação da documentação transmitida a nós pela Corte Suprema de Justiça para nos assegurarmos que ela cumpre com a forma", disse De Saint Malo a jornalistas.

"Estamos aguardando que nossos advogados concluam essa avaliação, esperamos que seja nas próximas semanas", acrescentou a chefe da diplomacia panamenha.

No último 26 de maio, a Corte Suprema do Panamá pediu à chancelaria que solicite a extradição de Martinelli, acusado de espionar seus opositores durante seu governo (2009-2014).

Além disso, a justiça panamenha também pediu a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) que emita um alerta vermelho para a captura do ex-presidente, investigado por crimes de corrupção.

Os advogados de Martinelli, de 64 anos, apresentaram vários recursos contra a extradição, mas todos foram rejeitados.

Martinelli, um multimilionário empresário de supermercados, acumula uma dezena de denúncias por escândalos de corrupção, crimes financeiros e espionagem a opositores durante seu mandato. Vários de seus ministros foram presos por diversos escândalos.

Entretanto, o ex-presidente disse ser um "perseguido político" do atual governo de Juan Carlos Varela, um ex-aliado convertido em inimigo desde que saiu, em 2011, de seu cargo de chanceler.

Por sua condição de deputado do Parlamento Centro-americano, que acedeu como ex-presidente, Martinelli é processado pela Corte Suprema e não por um tribunal comum.

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AFP