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Papa Francisco em entrevista a jornalistas no voo de Portugal para Roma, em 13 de maio de 2017

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Ao regressar de Portugal, o papa Francisco se mostrou neste sábado muito crítico com as supostas aparições recentes da virgem Maria em Medjugorje, um lugar que atrai anualmente um milhão de peregrinos para a Bósnia-Herzegovina.

Em junho de 1981, seis crianças e adolescentes bósnios contaram ter testemunhado o aparecimento da virgem Maria na pequena cidade do sul da Bósnia. Alguns, já adultos, garantem que há aparições todo dia.

A mulher que aparece para eles "não é a mãe de Jesus", disse o Papa no avião que o trazia de Portugal -onde canonizou os três pastorinhos que afirmam ter visto a Virgem Maria em Fátima em 1917- para a Itália.

Como as de Lourdes, no sul da França, as aparições de Maria em Fátima foram julgadas "dignas de fé" pela Igreja.

Jorge Bergoglio, que confessa sentir uma forte devoção pela Virgem Maria e se mostra mais receptivo que seus predecessores às manifestações de piedade popular, lembrou que a investigação que é feita no Vaticano deu lugar a "dúvidas" sobre as aparições atuais em Medjugorje.

"Eu prefiro a madona mãe, nossa mãe, e não a madona chefe de serviço, com gráficos e que envia mensagens todos os dias (...). Essa mulher não é a mãe de Jesus", afirmou.

O pontífice, entretanto, se mostrou mais clemente com as primeiras aparições às crianças, considerando que a investigação merece continuar.

Sendo ou não julgada "digna de fé" pela Igreja, toda aparição "pertence à esfera privada" e cada fiel é livre para acreditar nela ou não, lembrou o pontífice argentino.

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