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(Arquivo) O Papa Francisco discursa no Vaticano

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O Papa Francisco voltou a se pronunciar em favor de "acolher" e "integrar" os migrantes e refugiados que fogem da fome e da guerra, e condenou as "expulsões arbitrárias" decididas por vários países diante deste grave e crescente fenômeno.

Em uma mensagem que será pronunciada em janeiro por ocasião da Jornada Mundial do Imigrante e do Refugiado, divulgada nesta segunda-feira (21), o papa argentino analisa o tema e propõe uma série de medidas concretas para aliviar a situação dos mais afetados.

Filho de migrantes italianos, o sumo pontífice é muito sensível a esse tema.

"Considerando-se o cenário atual, acolher significa, acima de tudo, ampliar as possibilidades para que os emigrantes e refugiados possam entrar de modo seguro e legal nos países de destino", afirma Francisco, em sua mensagem.

"Seria desejável um compromisso concreto para incrementar e simplificar a concessão de vistos por motivos humanitários e por reunificação familiar. Ao mesmo tempo, espero que um maior número de países adote programas de patrocínio privado e comunitário e abra corredores humanitários para os refugiados mais vulneráveis", acrescenta.

"Seria conveniente, além disso, prever vistos temporários especiais para as pessoas que fogem dos conflitos para os países vizinhos", sugere o papa.

"As expulsões coletivas e arbitrárias de migrantes e refugiados não são uma solução adequada, sobretudo, quando acontecem para países que não possam garantir o respeito à dignidade, nem aos direitos fundamentais", completa.

No texto, o papa não se refere a qualquer país, ou região, em particular.

"Em nome da dignidade fundamental de cada pessoa, é necessário se esforçar para dar soluções que sejam alternativas à detenção dos que entram no território nacional sem estarem autorizados", afirma.

Francisco lembra que, desde o início de seu pontificado, pronunciou-se sobre esse fenômeno, como em sua visita à ilha italiana de Lampedusa. Ele cita o Evangelho de São Mateus, segundo o qual "cada forasteiro que bate à nossa porta é uma ocasião de encontro com Jesus Cristo, que se identifica com o estrangeiro acolhido, ou rejeitado, em qualquer época da história".

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AFP