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O papa Francisco em 2 de julho de 2017 no Vaticano

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O papa Francisco deu seu apoio neste domingo aos pais de Charlie Gard, um bebê britânico de dez meses que sofre de uma doença genética rara e terminal e que terá os aparelhos que o mantém vivo retirados, após uma decisão judicial.

Na terça-feira, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) autorizou o fim da assistência médica ao bebê, que sofre de uma doença mitocondrial, ratificando a decisão da justiça britânica, que já tinha autorizado a retirada da ventilação artificial do bebê.

Seus pais, Connie Yates e Chris Gard, batalham nos tribunais para manter Charlie com vida e querem levá-lo aos Estados Unidos para que receba cuidados médicos.

"O Santo Padre acompanha com afeto e emoção o caso do pequeno Charlie Gard", indicou o Vaticano em um comunicado.

"Reza por eles com a esperança de que seu desejo de acompanhar e cuidar do seu filho não seja desprezado", acrescentou.

Na sua decisão de terça-feira, o TEDH diz que aprova a maneira como os tribunais britânicos trataram o caso.

Os pais de Charlie Gard recorreram à instância europeia em fevereiro, depois que a Alta Corte britânica autorizou o fim da ventilação artificial do bebê.

O hospital onde está internado, o Great Ormond Street Hospital de Londres, queria obter a autorização para interromper a ventilação artificial do bebê e os cuidados paliativos.

A Alta Corte britânica deu razão ao hospital em 6 de junho, destacando que a perspectiva de cura do bebê era baixa e que continuar com um tratamento sem um resultado positivo realista só prolongaria o seu sofrimento.

AFP