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Francisco conversa com jornalistas durante o voo para a Colômbia

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O Papa Francisco pediu que promovam "caminhos de solidariedade, justiça e concórdia" na Venezuela, ao iniciar nesta quarta-feira sua visita à Colômbia, na qual falará de paz e reconciliação em um país que busca extinguir o único conflito armado do continente.

O pontífice argentino, de 80 anos, chegou às 16h36 locais (18h36 de Brasília) ao aeroporto militar Catam, em Bogotá, para uma histórica viagem de cinco dias, que contará com atos e missas em quatro cidades.

"Envio saudações cordiais à sua excelência (presidente Nicolás Maduro) e a todas as pessoas da Venezuela. Orando para que todos na nação possam promover caminhos de solidariedade, justiça e concórdia. Invoco particularmente a benção de Deus para a paz a todos vocês", declarou o pontífice.

O Papa pediu "uma oração para que possa haver diálogo com todos" no país, que vive meses de protesto contra Maduro.

Membros da Igreja Católica na Venezuela se reunirão com o Papa nesta quinta-feira, durante um encontro com o Conselho Episcopal Latino-Americano em Bogotá. O Vaticano tem apoiado as tentativas de diálogo entre Maduro e a oposição.

A visita do Papa, que inclui as cidades de Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena, "é uma viagem especial (...) para ajudar a Colômbia a seguir em frente em seu caminho de paz".

- Reconciliação -

A 70 km de Bogotá, na cidade de Villavicencio, Francisco vai liderar o ato mais relevante durante sua viagem de cinco dias.

Afetada pela violência da guerrilha e paramilitar, a região receberá uma missa e um encontro de oração para reconciliar um país que, por meio século, sofreu com um violento conflito armado. O evento contará com as presenças de vítimas e de algozes arrependidos.

O confronto entre guerrilhas, paramilitares e forças do Estado deixou 7,5 milhões de vítimas, entre mortos, desaparecidos e deslocados.

Nas missas e visitas de que Francisco participará nas quatro cidades colombianas, um país de 48 milhões de habitantes e de maioria católica, os organizadores calculam que serão dois milhões de fiéis em Bogotá; um milhão em Medellín, assim como em Villavicencio; além de cerca de 750.000 presentes em Cartagena.

As autoridades do Vaticano calculam que 700.000 pessoas devem saudar o papa ao longo do percurso de 15 quilômetros entre o aeroporto de Bogotá e a nunciatura.

Francisco dormirá todas as noites na sede da nunciatura apostólica de Bogotá. A partir deste local seguirá a cada dia para diferentes cidades.

A força pública colombiana se encarregará de velar pela segurança de Francisco. Além disso, haverá 19.660 voluntários.

Na segunda-feira, Francisco enviou aos colombianos uma mensagem: "Querido povo da Colômbia, dentro de poucos dias visitarei o vosso país. Irei como peregrino de esperança e paz".

O Papa reconhece "a constância em busca da paz e da harmonia" do povo colombiano e assegura que a paz que a Colômbia "quer há muito tempo e trabalha para consegui-la" dever ser "estável, duradoura, para nos vermos e nos tratarmos como irmãos, nunca como inimigos".

Francisco chega ao país em um momento particularmente positivo depois que a última guerrilha ativa do país, o ELN, anunciou um cessar-fogo temporário.

O papa respaldou sem hesitação as negociações que permitiram o desarmamento de 7.000 combatentes e a transformação da guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em partido político.

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AFP