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O secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, participa de coletiva de imprensa, em Quito, no dia 12 de maio de 2016

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Uma possível destituição da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afastada temporariamente do cargo, significará uma ruptura do sistema democrático no Brasil, afirmou nesta quinta-feira o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper.

"Se se continuar neste processo (...), poderíamos chegar a uma ruptura que seria preciso levar os países a analisar a aplicação ou não da cláusula democrática", disse o ex-presidente colombiano, durante coletiva de imprensa na sede do organismo, nos arredores de Quito.

Esta cláusula da União das Nações Sul-americanas (Unasul) contempla impor sanções ao membro que romper a ordem democrática.

Acusada de crime de responsabilidade por acobertar déficits orçamentários nas chamadas "pedaladas fiscais", a presidente Dilma foi afastada nesta quinta-feira pelo Senado para ser submetida a um julgamento político que durará até 180 dias.

A presidente foi substituída interinamente pelo vice-presidente Michel Temer.

"Até o momento, não há uma ruptura da continuidade democrática", afirmou Samper, acrescentando que Dilma Rousseff "continua na condição de presidente constitucional, enquanto se resolve o julgamento que a afastou temporariamente de suas responsabilidades de caráter administrativo, não como chefe de Estado".

Ainda segundo o secretário-geral da Unasul, "até o momento, não recebemos nenhuma solicitação" para convocar uma cúpula da Unasul para examinar a situação política no Brasil.

AFP