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O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel (e), e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, general Martin Dempsey, concedem uma entrevista coletiva no Pentágono, em 21 de agosto de 2014.

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O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, general Martin Dempsey, acredita que os extremistas do Estado Islâmico (EI) logo serão uma ameaça para Estados Unidos e Europa e que será necessária uma coalizão internacional para enfrentá-los, disse seu porta-voz nesta segunda-feira.

Comandantes dos Estados Unidos estão vendo "opções" para lutar contra os jihadistas no Iraque e na Síria, disse Ed Thomas, porta-voz do general Martin Dempsey.

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, adotou um tom mais alarmante na semana passada em uma coletiva de imprensa do Pentágono, ao sugerir que militantes de Estado Islâmico representam uma grave ameaça que supera o perigo de outras organizações como a rede Al-Qaeda.

Funcionários do Pentágono afirmam que Hagel e Dempsey compartilham essa esta opinião.

"Dempsey acredita que o EI deve ser pressionado tanto no Iraque como na Síria", acrescentou. "Acredito que seja necessário formar uma coalizão de capacidade regional e se associar à Europa para enfrentar a ameaça do EI".

Dempsey, chefe do Estado Maior Conjunto, descreve constantemente o Estado Islâmico como um movimento que pode se tornar uma ameaça direta para Estados Unidos e Europa, já que combatentes estrangeiros com passaportes ocidentais podem realizar ataques em seus países.

"Sua missão atual (de Dempsey) é proteger os cidadãos americanos e instalações, e isso inclui, claro, ações necessárias para proteger o território nacional, onde quer que estejam essas ameaças", disse Thomas.

Em uma reunião com o Centro de Comando de Estados Unidos, que supervisiona as forças norte-americanas no Oriente Médio, Dempsey "está preparando opções para combater o EI tanto no Iraque como na Síria com uma variedade de ferramentas militares que incluem ataques aéreos", disse em um comunicado.

Aviões de guerra dos EUA realizam ataques aéreos no Iraque contra militantes do EI desde o dia 8 de agosto, com mais de 100 bombardeios tendo como objetivo a jihadistas no norte, perto da represa de Mossul. Tropas iraquianas e curdas recuperaram o controle da represa desde que começou a ofensiva americana.

A administração de Obama afirmou que as opções sobre potenciais ataques militares na Síria continuam em aberto, e não foi tomada nenhuma decisão final até o momento.

AFP