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O chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, é visto em 5 de junho de 2014, em Assunção

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O Paraguai está avaliando uma proposta do governo brasileiro para acelerar o processo de redução tarifária com os países da Aliança do Pacífico, informou a Chancelaria paraguaia. Os países pretendem concretizar a proposta na cúpula do Mercosul, que será realizada na semana que vem em Caracas.

O chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, se reuniu nesta sexta-feira com o embaixador do Brasil em Assunção, José Eduardo Martins Felicio, para discutir alguns pontos da agenda que serão levados para a reunião na Venezuela na terça-feira, 29 de julho.

O governo brasileiro vai propor em Caracas "acelerar o processo de redução tarifária prevista até 2019 com os países que integram a Aliança do Pacífico, completando o processo em 2014".

O Paraguai é membro observador da Aliança do Pacífico.

"O ministro (Loizaga) ficou de avaliar se o Paraguai pode apoiar a proposta do Brasil", disse o embaixador brasileiro, Martins Felicio.

Loizaga disse nesta semana que a política externa do governo de Horácio Cartes pretende "recuperar a confiança" em seus parceiros. O Paraguai foi suspenso por Brasil, Argentina e Uruguai em junho de 2012, em uma represália pela destituição do então presidente Fernando Lugo.

O governo do presidente Cartes não aceita até agora as resoluções adotadas pelo bloco durante a ausência paraguaia.

Seis normativas das 180 (decisões, resoluções e diretivas comerciais) que foram aprovadas durante a suspensão do Paraguai estão sendo debatidas a pedido de Assunção em reuniões prévias à cúpula de Caracas.

O coordenador do Paraguai no Mercosul, o embaixador Rigoberto Gauto, disse que entre elas se destacam a modificação da Tarifa Externa Comum a Bens de Capital, o processo de adesão da Bolívia e acordos de associação com Suriname e Guiana.

O chanceler Loizaga adiantou que o Paraguai concorda com o ingresso da Bolívia no bloco.

AFP