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Líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Timoleon Jimenez, em evento cultural em Llanos del Yari, departamento de Caqueta, no dia 18 de setembro de 2016

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O paramilitarismo, a reinserção social de seus membros e o futuro dos presos políticos preocupam a guerrilha das Farc da Colômbia, que debate em uma conferência nacional o acordo de paz alcançado com o governo, disse nesta segunda-feira um comandante do grupo insurgente.

As bases também se questionam sobre o compromisso do governo de Juan Manuel Santos para honrar o negociado após quatro anos de diálogos em Cuba, segundo Pablo Catatumbo, integrante da cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Foram apresentadas algumas inquietudes. As pessoas indagam, por exemplo, 'o que vai acontecer com o paramilitarismo? O governo vai cumprir (o acordo)? Como será a nossa reintegração à vida econômica do país? Também surgem inquietudes sobre se ps presos vão sair".

Catatumbo ressaltou a incerteza gerada na fileiras das Farc pelas milícias irregulares de direita, formadas nos anos 1980 para combater as guerrilhas marxistas de raízes campesinas surgidas duas décadas antes.

"Se repete muito a preocupação do fenômeno do paramilitarismo. Recebemos saudações e comunicações de organizações sociais de distintas regiões do país, que demonstraram também suas inquietudes e quase todas se dirigem nesse sentido", acrescentou dirigente.

Delegados das Farc procedentes de toda a Colômbia estão reunidos até sexta-feira em El Diamante no Caguán, bastião da guerrilha no sudeste colombiano, para pronunciar-se sobre o pactado para pôr fim a um conflito com oito milhões de vítimas, incluídos 260.000 mortos, em combates entre guerrilhas, paramilitares e agentes do Estado.

"Em geral, em todas as intervenções se nota um apoio unânime ao acordo firmado em Havana, a seu comandante-chefe (Timoleón Jiménez), ao Estado Maior das Farc e a delegação de paz" nas negociações que transcorreram em Cuba desde 2012, apontou Catatumbo.

Segundo ele, "foram ouvidas também algumas observações críticas frente a algumas disposições", em particular sobre os integrantes de uma frente que opera no centro-este do país, que meses atrás comunicou sua intenção de não acatar o acordo de paz.

A cúpula das Farc ressaltou que quem não acolher o acordo de paz ficaria "de fora" da organização e não poderão "usar seu nome, armas e bens", deixando claro que não vão admitir "dissidências".

Nesta segunda-feira está previsto a continuidade das intervenções das distintas unidades guerrilheiras de olho na votação sobre o acordo de paz, que será ao final da conferência, disse Catatumbo, precisando que a decisão será tomada "por maioria".

Cerca de 350 delegados dos sete blocos das Farc em toda a Colômbia, entre eles representantes dos "presos políticos", que obtiveram do governo uma permissão especial para assisitir, assim como dos anistiados no marco do processo de paz, assistem as deliberações.

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AFP