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Mulher é vista no centro histórico de Paraty, em 7 de abril de 2012

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A literatura vai tomar conta da cidade colonial de Paraty a partir desta quarta-feira, quando começa a 12ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano presta uma homenagem ao jornalismo.

O tributo à atividade jornalística começou, inclusive, com a escolha do autor homenageado pela fervilhante feira literária: o escritor, desenhista, dramaturgo, tradutor e, sobretudo, jornalista Millôr Fernandes, que completaria 90 anos em 2014.

A posição crítica e combativa - sob a ditadura (1964-1958) - de Millôr Fernandes será o fio condutor de debates sobre o "futuro do jornalismo", com jornalistas como os norte-americanos David Carr, do The New York Times, e Glenn Greenwald, responsável pela publicação de documentos sobre espionagem praticada pelos Estados Unidos divulgados pelo ex-consultor da NSA Edward Snowden.

Uma das mesas redondas previstas reunirá o escritor e jornalista francês Mathieu Lindon e o escritor brasileiro Silviano Santiago. Além de colunista do jornal Libération, Lindon é autor de "O que amar quer dizer", cuja tradução acaba de ser lançada no Brasil. No livro, o francês relata sua privilegiada relação com o filósofo Michel Foucault.

"Mil rosas roubadas", de Silviano Santiago, também saiu do prelo há pouco tempo e dialoga com a linguagem jornalística ao trazer o relato da amizade do autor com o crítico e produtor musical Ezequiel Neves (1935-2010).

Paralelamente à feira literária, onde são esperados cerca de 15.000 visitantes, Paraty será palco de diversas atividades culturais. Uma delas é organizada pela Liga Brasileira de Editores (Libre), maior rede de editores independentes do mundo. Criada em 2002, a Libre conta atualmente com 120 editoras de todo o Brasil e terá um espaço consagrado à pluralidade editorial e à plataforma digital.

"Com este espaço, a Libre, os editores independentes e a biblioteca digital Nuvem de Livros querem falar diretamente com o público, promover a diversidade do livro e discutir ideias e políticas para o mercado editorial brasileiro", explica Haroldo Ceravolo, presidente da Libre.

AFP